quinta-feira, 17 de abril de 2008


Chegou o dia de falarmos dessa moça que está sentadinho no banquinho ali do lado. Ah, a Audrey? Sim, a Audrey! Audrey Hepburn ícone máximo de classe e glamour em Hollywood, brilhou como atriz de comédias românticas nos anos 50/60, e é de lá que vem seu filme mais famoso, e também o objeto de estudo desse post.
Bonequinha de Luxo foi lançado em 1961, baseado num livro hononimo de Truman Capote, a estrela principal do filme inicialmente recusou o papel, achando-o muito vulgar, mas voltou atrás e fez um dos filmes mais importantes da história de Hollywood.

A bonequinha de luxo em questão é a misteriosa Holly Golightly, e somos apresentadas à personagem na famosa cena em que ela toma café da manhã na frente da joalheria Tiffany´s [ lembra que o nome original é Breakfast at Tiffany´s?]. Ali está estampado o que o filme tem de mais legal: a sua atriz principal. O roteiro é legal? É. a Direção é boa? É. Mas, eu digo que qualquer outra pessoa não daria metade do brilho pra essa cena, e pro filme todo, como Audrey deu, o filme é dela e ninguém tasca. Lógico que contamos com atuações inspiradas dos coadjuvantes, da competente direção de Blake Edwards [sim, o mesmo da Pantera Cor de Rosa], e humor *oi, Blake*.




Chique benhê.

Mas o que encanta é Holly, com seus vestidos luxuosos, falando português, tomando champagne de manhã, fumando e fumando.
Mas e o que raios essa Holly faz? Holly é party girl [vou deixar assim mesmo, porque nem o filme deixa as coisas muito claras], que começa uma amizade com um "escritor" [daqueles que não escrevem nada há uns 10 anos, sabem?] que por sua vez é sustentado por uma coroa. Enquanto os dois vão se conhecendo, vemos as aventuras de Holly na procura de um marido milionário. Então os dois brigam, fazem as pazes, brigam, até o final, e bom, é uma comédia romântica, né? Então já sabem...
O mundo de Holly é construído não só sob seus figurinos impecáveis, mas principalmente sob suas peculariedades, eis uma moça que tem um gato chamado "Gato", um apartamento sem mobília, e ganha 50 reais quando está num encontro e vai ao banheiro. Holly é aquela moça*clichê alert* tem medo de amar. E quem melhor que ajudá-la do que o escritor probetão, gente boa e bonito de doer?


Moon River



Então, meu bem, pegue seus paetês e vá ver esse filme já! Se você achar a história bobinha, babelitruz nos figurinos, nas festas, e no fato de Dona Audrey estar chique daquele jeito após apenas 03 meses de ter dado luz a um rebento. oO












quinta-feira, 10 de abril de 2008

Juno


Demorei tanto pra ver esse filme, quanto demorei pra postar aqui denovo, faz quase um mês! [Mas não se preocupem, eu sei que sentem falta de mim, mas aprometi a mim mesma que postarei uma vez por semana, todas as quintas!]
Então, Juno! Ouvi falar muito de Juno antes de assistir, desde amigos, a crítica, todos os olhos estavam nesse filme, e quando eu finalmente assisti, eu pensei: É isso? Não que eu não tenha achado bom, mas talvez todo mundo tenha falado demais, ou eu estava empolgada demais, o que não é nenhuma novidade. Mas, pra quem não viu [tem alguém?]:
Juno trata da gravidez inesperada da espivitada adolescente de 16 anos Juno [!]. O que encanta nessa história, além da trilha sonora fofa de morrer, é como o assunto é tratado com sinceridade, desde a linguagem de Juno [talvez eles tenham exagerado um pouquinho nas gírias], até os sentimentos da menina, e dos em volta dela.
Porque vamos combinar? Não é fácil ter 16 anos, ser diferentona no colégio, e quando você decide experimentar algo novo, você transa com aquele seu amigo legal que te dá bola, e Bomba! Fica grávida. é assim a vida de Juno, que agora tem que lidar também com os futuros pais de seu filho [oO]: a preocupada Vanessa e modernoso Mark, coloca na equação uma crush no futuro papai do seu filho, uma ciumeira danada do pai real e uma família meio treslocada.
Mas Juno mantêm a compostura e consegue esperar pelo melhor! Aliás, ela não ia passar por tudo isso de graça, né? Ela lida com problemas "de gente grande", e confia que no fim tudo dará certo.




Verão mais gorda de Juno

Além da ótima protagonista, o filme conta com momentos muito inspirados: O desabafo com o pai de seu filho, Bleeker: "Você não tem que ficar andando por aí com a prova de que dormiu com alguém", ou o novo apelido do pai: "Oi, versão mais gorda da Juno", ou o montão de Tic Tacs no correio, ou....


Okay, o filme é fofo, e o Michael Cerra também, perfeito pra um domingo.
Agora vou terminar de baixar Arrested Development [série com Michael Cerra, aka, Bleeker e Jason Bateman, aka, Mark]: Baixa a série aqui!


Elenco de Arrested Development: Família feliz reunida!


ps: Vi Tropa de Elite tbm: Overrated!

terça-feira, 18 de março de 2008

Cada um com o seu cinema


Hoje, após [mais] uma entrevista mal-sucedida [nem vou agonizar dias esperando o telefone tocar, okay?] resolvi ir ao cinema ver um daqueles filmes que você tem certeza que não vai sair em DVD porque, oras, só tá em cartaz no Cine Bombril.
Trata-se de "Cada um com seu cinema". O filme é um agregado de 33 curtas [de 03 minutos cada] de diretores de todos os cantos do mundo,e o projeto foi feito pra comemorar os 60 anos do Festival de Cannes, e passou lá no ano passado. Todos os filmes tratam de um tema em comum , Cinema [dãaar], mas em especial a relação telespectador-cinema.

Eu realmente gostei, não é todo dia que você vê Lynch seguido de Kar Wai [nem sei se foi nessa ordem], mas 33! 33 cansam. [principalmente com um casal de meia-idade se pegando na fila atrás de você]. Destaques:


Gus Van Sant - First Kiss
Em território conhecido do diretor, ele retrata o primeiro beijo de um jovem

Walter Salles - A 8944 KM de Cannes
Dois pernambucanos cantam sobre o festival.

Roman Polanski - Cinema Erotique
Acredite, é uma comédia. e muito divertida.

Nanni Moretti
(segment "Diaro di uno Spettatore")
Um dos melhores na minha opinião, pequenos relatos de um telespectador, toda a referência a Rocky Balboa é fantástica.

Claude Lelouch - Cienma de Boulevard
A história do diretor através de suas idas ao cinema e os respectivos filmes.

Abbas Kiarostami - Where´s my Romeo.
Lindo! A reação de várias mulheres ao final de Romeu & Julieta

Alejandro González Iñárritu - Anna




Lindo também. Aqui nós acompanhamos as reaçõe de uma cega ao "ver" um filme da Nouvelle Vague.

Trailler de "Cada um com seu cinema"









Ah, pra assistir o filme só no Cine Bombril que fica no Conjunto Nacional, então antes de ir ver a película [melhor, as películas], passe pela mostra "Magnum - 60 anos" no Espaço Caixa. Fotos de Henri- Cartier Bresson entre outros comemoram os 60 anos da agência Magnum [que ele fazia parte, dãr!]. Muito bom mesmo.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Valentin











Alejandro Agresti

Hoje com dois posts curtinhos, porém necessários [já forcei a amizade com o post de Adeus, Lênin!]
Valentin trata do universo de um menino de 09 anos que vive na Buenos Aires dos anos 60 com sua avó,abandonado pela mãe, e com um pai que pouco aparece.O apelo aqui, é a imaginação do menino extremamente inteligente [vai ser a Amelie de calças portenho quando crescer, certeza]. E é do seu modo espirituoso [o menino tem uma maturidade incrível pra idade dele, ou eu não sei como se portam crianças de 09 anos] que ele nos narra sua tentativa de fazer amizade com a nova namorada do pai, a doença da avó [Carmer Maura, do MARAVILHOSO Volver], o seu relacionamento com o próprio pai. As coisas não vão sempre bem para Valentin, ele chega a exclamar "A vida é difícil", mas com sua imaginação e positividade inocente tudo pode melhorar, e Valentin contrói novos sonhos, e esses sim dão certo!
Aliás o filme tem um que de Amelie, incluindo a galeria de personagens secundários, como o vizinho pianista, e as manias do menino, inventar apretechos de astronautas, ou suas falas inspiradas "Não há nada de errado com os meus olhos, é o ângulo que está errado". Aqui a charmosa Paris é trocada pela nossa equivalente Buenos Aires [provavelmente o bairro de San Telmo.]


é o ângulo, Valentin! [fofo]

Eu tenho que pelo menos comentar o show do Interpol que rolou na terça-feira 11/03. Eu nem era muito fã da banda, conhecia o primeiro CD porque [por motivos não claros] o ouvi muito numa viagem que fiz. Na volta, resolvi ir no show, e passei a ouvir os outros dois CD´s [a nível de não ficar perdida como no show do The Killers e me arrepender depois]. O que acontece é que cheguei no Via Funchal sem muitas expectativas [além de babar no Paul Banks], mas fui felizmente surpreendida! O show começou com a ótima Pioneer to the falls, a primeira vez que Banks abre a boca e solta o vozeirão, é inacreditável. Mais felizmente a banda sabe intercalar músicas muito intimistas [como a maravilhosa The Lighthouse] e as animadas como Slow Hands [o povo cantando e dançando geral] e faz um show animado sim, nada de cavaleiros do rock dark indie, ou alguma baboseira assim digna do tosco Lúcio Ribeiro [que eu vi lá por sinal]. No quesito, entrosamento com o público, eles se pronunciam menos que o Arctic Monkeys [é possível!], mas quem conhce a banda sabe que eles estavam se divertindo e Banks ainda soltou um "You guys are fucking awesome". Nem precisava, era só olhar por guitarrista Daniel Kessler, e perceber que eles estavam sim, se divertindo.


Daniel Kessler, foto sofrível, mas a melhor que eu consegui, de modos que ele não fica parado um segundo. [povo de BH corre ver o show amanhã, sério!]








terça-feira, 4 de março de 2008

Adeus, Lênin!


A preguiça me fez pegar pedaços de um trabalho que eu fiz e transformar em um post.

Goodbye, Lenin (2003)
Wolfganger Becker


O filme começa com o episódio em que o pai do personagem principal Alex Kerner, deixa a família em Berlim Oriental para supostamente morar com outra mulher em Berlim

Ocidental. Muito abalada, a mãe de Alex, Christine Kerner dedica todo seu tempo a um novo casamento, desta vez com o regime comunista “Como nesse relacionamento não havia sexo, restava-lhe muita energia para nós crianças e o dia-a-dia sob o regime comunista”, diz Alex que além de personagem principal é o narrador da história.

Dez anos se passam e no dia da comemoração dos 40 anos da República Democrática Alemã (em alemão DDR), Christine tem um colapso e entra em coma ao ver seu filho em uma passeata contra o regime comunista. Ela permanece em coma durante 08 meses e também durante a queda do muro de Berlim e a reunificação da Alemanha.

Os problemas de Alex começam quando sua mãe acorda - ela não pode sofrer grandes emoções, pois isso levaria de volta ao coma -, Alex decide então “criar” em seu apartamento a Alemanha Comunista. A partir daí vemos os esforços do filho para que a mãe não descubra a verdade, para isso ele envolve em sua farsa sua namorada, sua irmã e o namorado desta, e também seu colega de trabalho Denis, um aspirante a cineasta que o ajuda a “fazer” reportagens sobre a finada Alemanha Oriental.

O filme trata de um tema delicado, a queda do muro de Berlim. A história é contada a partir dos olhos de um jovem da Alemanha Oriental, que tenta de todas as formas ir contra essa corrente de mudanças. Enquanto todos os alemães orientais queriam mudar, Alex permanece parado no tempo e se possível queria voltá-lo. Há outro tema principal do filme, a relação da mãe com seu filho, nesse filme ela se encontra invertida, já que é o filho que faz todos os esforços para a mãe.

Para retratar esse período único da história o filme se passa inteiramente em Berlim Oriental, logo após a queda do muro de Berlim, vemos então que o ambiente passa por mudanças, nessa época os alemães do leste estavam ávidos por produtos do lado capitalista. O atraso da cidade é retratado em seus carros, prédios, e até roupas que são usadas.

Alex encara sempre essas mudanças de forma positiva: “Os ventos da mudança pairavam sobre as ruínas da nossa república. No verão, Berlim era o lugar mais bonito do mundo. Nós estávamos no centro do mundo onde as coisas finalmente estavam acontecendo” e “A vida em nosso país seguia em ritmo acelerado, éramos como átomos num enorme acelerador de partículas. Mas, ao abrigo do ritmo dos novos tempos havia um oásis de calma. Um lugar pacífico onde eu podia dormir.”.

O diretor usou também a Coca Cola para mostrar essa transformação, assim que o muro cai vemos alguns soldados marchando e uma bandeira vermelha, essa bandeira agora não é mais a que representa o comunismo, mas sim da Coca Cola. O vermelho antes a cor do comunismo, passa a representar o capitalismo, através de uma das marcas mais importantes dos Estados Unidos.

Em uma das cenas mais famosas do filme vemos Alex discursando no aniversário da mãe, dizendo que no último ano nada mudou enquanto isso deitada na cama a mãe de Alex vê no prédio do lado uma enorme bandeira da Coca Cola sendo colocada. É a marca dos novos tempos. Como explicação Alex passa para a mãe sua primeira reportagem produzida, nesta ele diz que a Coca Cola foi uma invenção comunista.


A cena mais significativa dessa mudança e também a mais bonita do filme é a aquela em que Christine sai pela primeira vez do apartamento sozinha. Enquanto o filho dorme, ela se levanta e anda pelo quarto, e resolve ver até onde pode andar e sai do prédio. Confusa ela vê vários móveis velhos jogados na rua, vê um feirão de carros que não existiam na antiga Alemanha oriental e continua andando. Ao fundo da avenida ela vê um helicóptero levando uma estátua de Lênin – provavelmente que foi retirada de alguma praça – nessa estátua em particular Lênin está com um braço esticado e a mãe vê a estátua passar por ela, Lênin aponta para ela e a estátua segue seu caminho. É ali que o comunismo diz adeus à Christine, os novos tempos chegaram e a estátua de Lênin não tem mais lugar ou significado, ela continua parada no meio da rua atormentada até que seus filhos a encontram. A trilha da cena é crescente e atinge seu ápice quando a estátua passa por Christine.

Enquanto o comunismo morria Alex mantinha firme sua farsa e criava uma RDA para sua mãe com a qual ele sonhava: “Devo admitir, a minha encenação havia adquirido vida própria. A RDA criada para minha mãe era a que eu havia sonhado.”.

Na sua última reportagem Alex decide que dará um fim digno à República Democrática Alemã, ele pede para o primeiro alemão no espaço, o cosmonauta Segmund Jänh que agora é taxista encenar para ele um discurso:

“... Sabemos que nosso país não é perfeito, mas nossos ideais continuam inspirando pessoas no mundo todo. Podemos ter, às vezes, perdido de visto nossas metas, mas recuperamos nosso foco. O socialismo não visa o isolamento, mas sim ir até outras pessoas, conviver com outras pessoas. Na visa só sonhar com um mundo melhor, mas fazer acontecer. Portanto decidir abrir as fronteiras do nosso país”.

Assim Alex termina a sua “abertura”, de algum modo ele foi dando a notícia aos poucos para como a abertura pretendida por Gorbatchov. Ele faz uma interpretação subjetiva do que era o comunismo e assim constrói sua própria utopia.



[só foi um ctrl c + ctrl v, mas posso dizer que o Daniel é uma delicinha?]


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Minha vida sem mim


Isabel Coixet


Acabei agorinha de assistir esse filme, e tentando me recompor, resolvi escrever sobre ele.O filme que mais me emocionou nos últimos tempos [o que nem é lá grandes coisas, porque tenho visto poucos filmes recentemente, diz a dona de um blog sobre cinema].

O filme segue os últimos meses de Ann, uma jovem de 23 anos, casada que mora num trailler no quintal da casa da mãe e descobre estar com cancêr e que tem poucos meses de vida.Diante da descoberta ela faz uma lista de tudo o que tem que fazer antes de morrer, coisas como: dizer pra minhas filhas que as amo muitas vezes por dia, achar outra esposa pro meu marido, pintar meus cabelos, visitar meu pai na prisão, fazer outro homem se apaixonar por mim, dizer o que eu penso...


Com um plot desse é lógico que você poderia esperer um melodrama daqueles cheios de cenas clichês, mas ainda bem, não é isso que vemos na tela. Ann continua com sua vida normal ao lado das duas filinhas, do marido e da mãe grossa [interpretada por Deborah Harry - do Blondie]. Mas ela não se esquece da lista e arranja um amante, Lee [Mark Ruffallo] com o qual mantêm um relacionamento carinhoso, a impressão que nos fica é que esse relacionamento aparece para fazer os dias de Ann ficarem um pouquinho mais felizes e sua morte mais fácil, porque como disse seu médico "Morrer não é tão fácil assim".

Mas apesar de sua situação [a morte chegando, e vamos combinar que a vida dela nunca foi muito fácil, isso é perceptível desde o primeiro momento do filme, nos parece uma vida que não gostaríamos de ter], Ann parece calma durante todo o filme, mas isso não signifca que você não sinta sua dor, a diretora usa muitos planos fechados para nos colocar mais próximos da personagem e de seu mundo. E você entra no mundo dela, e sofre com ela. E com as cenas emocionates, [não confundam com pieguas, por favor] que nos são apresentadas. Cenas como: a que Ann e o marido estão na cama, e ela percebe que sua vida nunca foi muito boa [o que nos causa uma angústia enorme, já que sabemos que não há nada mais que ela possa fazer], as pequenas ceninhas inseridas ao longo do filme mostrando coisas de que ela sentirá falta, e a final, onde ela vê sua vida sem ela [sua vizinha jantando com o marido e com as filhas], e percebe que talvez ela nem seja tão ruim assim, e se for, não há problemas, aliás mortos não sentem saudades.

[FoxLife passou o filme com legendas com português de Portugal, aliás recomendo! Você aprende "outra " língua e ainda se diverte.]
[Reparem na cena de Ann no supermercado: "Ninguém pensa em morte no supermercado" diz Ann, e todos dançam ao seu redor. Ah, o capitalismo!]
A Jojo falou que gostou da variação de assunto de um post lá embaixo, estão aí vai algo que não tem absolutamente nenhuma relação com esse filme, mas que eu gosto mesmo assim: Pros fãs de The Kooks, finalmente chegou o novo single do segundo CD deles "Konks"[okay, só eu achei esse título um lixo?] - Always, where I need to be:




Aih, o Luke continha um Looosho (L). teenage mode off/

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Piaf


Piaf- La Môme (2007)
Oliver Dahan

Oscars 2008. Envergonhada admito que não vi quase nada [nem tão envergonhada assim, porque Oscar é balela e todo mundo sabe]. Vi apenas um, Piaf [e paramos por aqui porque o resto da tradução é muito brega]. Fui por dois motivos: adoro a Edith Piaf [duvida? olha ae meu last.fm], e adoro filmes franceses [duvida? vê os filmes de que eu já falei]. Bom, fui sozinha, numa bela tarde do ano passado, no Reserva Cultural [porque preguiça pouca é bobagem,praticamente só vou no cinema que fica instalado no prédio da minha faculdade].

O filme, é uma cinebiografia da cantora francesa, Edith Piaf [na realidade: Édith Giovanna Gassion, Piaf é passáro em francês, uma referência à sua voz poderosa, e ao seu tamanho ]. A história é contada de forma não linear , entrelaçando os momentos de sua vida com performances [Marion Coutillard, que interpretou Piaf e ganhou o Oscar não canta de fato as músicas. É tudo Piaf, isso porque os produtores acharam, com razão, que ninguém conseguiria interpretar as músicas com tamanho talento.]

A não-linearidade, nos leva cada vez a um momento diferente da vida de Edith, mas o resumão é esse: Edith, filha de uma mãe alcoolatra, é abandonada por esta e passa a cantar com seu pai [que era mágico], pelas ruas de Paris. Até ele ir para a guerra, quando Edith passa a morar com a avó paterna numa casa de carinho (é, num puteiro). Mais velha ela passa a cantar nas ruas denovo, até ser contrata por seu primeiro mentor, Louis Lepleé (Gerard Dipardieu) a quem chama de papai. Com a morte dele , ela volta às ruas, mas logo é re-descobrida, e encontra o sucesso. Mas não pense que o dramalhão acaba por aí. Edith, que nunca teve muita sorte no amor, se apaixona loucamente pelo boxerador casado Marcel, mas este morre num acidente de avião quando ia visitá-la em Nova York [sim, ela morou por lá uns tempos, mas nunca aprendeu a falar inglês.] Aliás, a cena em que Edith descobre que Marcel morreu é uma das mais poderosas do filme. Digo, "umas das" porque todas as cenas das performances de Piaf são lindas. Marion consegue passar a mesma paixão que Piaf passava no palco.

Preciso dizer, que esperei o filme todo para ouvir "Non,Je ne Regrette Rien". A música só chega no finzinho depois de vermos a cantora passar mal no palco algumas vezes, sua garra para voltar a cantar, seu vício e internação em clínica de reabilitação [ela tomava dez doses de morfina por dia]. Depois de tudo, parece que a vida da cantora se resume nessa frase: Non, je ne regrette rien (não me arrependo de nada.). Aliás, é o que ela mesma diz, quando ouve a música, composta por um soldado. A cena final é emocionante:
Tudo para se chegar ao fim, e perceber que:
"Non! Je ne regrette rien
Ni le bien qu'on m'a fait
Ni le mal tout ça m'est bien égal!"

Ou seja, "o mal ou o bem, pra mim são iguais". O importante é o grande legado que essa cantora deixou, e isso, ah! isso, o filme mostra muito bem!



Apresentação de Edith Piaf "Non, je ne regrette rien".



Marion Coutillard em Piaf.