Chique benhê.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Chique benhê.
Documentado e sacramentado por Mirele às 15:31 0 diretores frustrados se pronunciaram
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Juno
Demorei tanto pra ver esse filme, quanto demorei pra postar aqui denovo, faz quase um mês! [Mas não se preocupem, eu sei que sentem falta de mim, mas aprometi a mim mesma que postarei uma vez por semana, todas as quintas!]
Então, Juno! Ouvi falar muito de Juno antes de assistir, desde amigos, a crítica, todos os olhos estavam nesse filme, e quando eu finalmente assisti, eu pensei: É isso? Não que eu não tenha achado bom, mas talvez todo mundo tenha falado demais, ou eu estava empolgada demais, o que não é nenhuma novidade. Mas, pra quem não viu [tem alguém?]:
Juno trata da gravidez inesperada da espivitada adolescente de 16 anos Juno [!]. O que encanta nessa história, além da trilha sonora fofa de morrer, é como o assunto é tratado com sinceridade, desde a linguagem de Juno [talvez eles tenham exagerado um pouquinho nas gírias], até os sentimentos da menina, e dos em volta dela.
Porque vamos combinar? Não é fácil ter 16 anos, ser diferentona no colégio, e quando você decide experimentar algo novo, você transa com aquele seu amigo legal que te dá bola, e Bomba! Fica grávida. é assim a vida de Juno, que agora tem que lidar também com os futuros pais de seu filho [oO]: a preocupada Vanessa e modernoso Mark, coloca na equação uma crush no futuro papai do seu filho, uma ciumeira danada do pai real e uma família meio treslocada.
Mas Juno mantêm a compostura e consegue esperar pelo melhor! Aliás, ela não ia passar por tudo isso de graça, né? Ela lida com problemas "de gente grande", e confia que no fim tudo dará certo.
Verão mais gorda de Juno
Além da ótima protagonista, o filme conta com momentos muito inspirados: O desabafo com o pai de seu filho, Bleeker: "Você não tem que ficar andando por aí com a prova de que dormiu com alguém", ou o novo apelido do pai: "Oi, versão mais gorda da Juno", ou o montão de Tic Tacs no correio, ou....
Okay, o filme é fofo, e o Michael Cerra também, perfeito pra um domingo.
Agora vou terminar de baixar Arrested Development [série com Michael Cerra, aka, Bleeker e Jason Bateman, aka, Mark]: Baixa a série aqui!
Elenco de Arrested Development: Família feliz reunida!
ps: Vi Tropa de Elite tbm: Overrated!
Documentado e sacramentado por Mirele às 12:25 0 diretores frustrados se pronunciaram
terça-feira, 18 de março de 2008
Cada um com o seu cinema
Hoje, após [mais] uma entrevista mal-sucedida [nem vou agonizar dias esperando o telefone tocar, okay?] resolvi ir ao cinema ver um daqueles filmes que você tem certeza que não vai sair em DVD porque, oras, só tá em cartaz no Cine Bombril.
Trata-se de "Cada um com seu cinema". O filme é um agregado de 33 curtas [de 03 minutos cada] de diretores de todos os cantos do mundo,e o projeto foi feito pra comemorar os 60 anos do Festival de Cannes, e passou lá no ano passado. Todos os filmes tratam de um tema em comum , Cinema [dãaar], mas em especial a relação telespectador-cinema.
Eu realmente gostei, não é todo dia que você vê Lynch seguido de Kar Wai [nem sei se foi nessa ordem], mas 33! 33 cansam. [principalmente com um casal de meia-idade se pegando na fila atrás de você]. Destaques:
Gus Van Sant - First Kiss
Em território conhecido do diretor, ele retrata o primeiro beijo de um jovem
Walter Salles - A 8944 KM de Cannes
Dois pernambucanos cantam sobre o festival.
Roman Polanski - Cinema Erotique
Acredite, é uma comédia. e muito divertida.
| Nanni Moretti | (segment "Diaro di uno Spettatore") |
Claude Lelouch - Cienma de Boulevard
A história do diretor através de suas idas ao cinema e os respectivos filmes.
Abbas Kiarostami - Where´s my Romeo.
Lindo! A reação de várias mulheres ao final de Romeu & Julieta
Alejandro González Iñárritu - Anna
Trailler de "Cada um com seu cinema"
Ah, pra assistir o filme só no Cine Bombril que fica no Conjunto Nacional, então antes de ir ver a película [melhor, as películas], passe pela mostra "Magnum - 60 anos" no Espaço Caixa. Fotos de Henri- Cartier Bresson entre outros comemoram os 60 anos da agência Magnum [que ele fazia parte, dãr!]. Muito bom mesmo.
Documentado e sacramentado por Mirele às 14:37 1 diretores frustrados se pronunciaram
sexta-feira, 14 de março de 2008
Valentin
Hoje com dois posts curtinhos, porém necessários [já forcei a amizade com o post de Adeus, Lênin!]
Daniel Kessler, foto sofrível, mas a melhor que eu consegui, de modos que ele não fica parado um segundo. [povo de BH corre ver o show amanhã, sério!]Documentado e sacramentado por Mirele às 16:19 0 diretores frustrados se pronunciaram
terça-feira, 4 de março de 2008
Adeus, Lênin!
A preguiça me fez pegar pedaços de um trabalho que eu fiz e transformar em um post.
Goodbye, Lenin (2003)
Wolfganger Becker
O filme começa com o episódio em que o pai do personagem principal Alex Kerner, deixa a família
Ocidental. Muito abalada, a mãe de Alex, Christine Kerner dedica todo seu tempo a um novo casamento, desta vez com o regime comunista “Como nesse relacionamento não havia sexo, restava-lhe muita energia para nós crianças e o dia-a-dia sob o regime comunista”, diz Alex que além de personagem principal é o narrador da história.
Dez anos se passam e no dia da comemoração dos 40 anos da República Democrática Alemã (
Os problemas de Alex começam quando sua mãe acorda - ela não pode sofrer grandes emoções, pois isso levaria de volta ao coma -, Alex decide então “criar” em seu apartamento a Alemanha Comunista. A partir daí vemos os esforços do filho para que a mãe não descubra a verdade, para isso ele envolve em sua farsa sua namorada, sua irmã e o namorado desta, e também seu colega de trabalho Denis, um aspirante a cineasta que o ajuda a “fazer” reportagens sobre a finada Alemanha Oriental.
O filme trata de um tema delicado, a queda do muro de Berlim. A história é contada a partir dos olhos de um jovem da Alemanha Oriental, que tenta de todas as formas ir contra essa corrente de mudanças. Enquanto todos os alemães orientais queriam mudar, Alex permanece parado no tempo e se possível queria voltá-lo. Há outro tema principal do filme, a relação da mãe com seu filho, nesse filme ela se encontra invertida, já que é o filho que faz todos os esforços para a mãe.
Para retratar esse período único da história o filme se passa inteiramente
Alex encara sempre essas mudanças de forma positiva: “Os ventos da mudança pairavam sobre as ruínas da nossa república. No verão, Berlim era o lugar mais bonito do mundo. Nós estávamos no centro do mundo onde as coisas finalmente estavam acontecendo” e “A vida em nosso país seguia em ritmo acelerado, éramos como átomos num enorme acelerador de partículas. Mas, ao abrigo do ritmo dos novos tempos havia um oásis de calma. Um lugar pacífico onde eu podia dormir.”.
O diretor usou também a Coca Cola para mostrar essa transformação, assim que o muro cai vemos alguns soldados marchando e uma bandeira vermelha, essa bandeira agora não é mais a que representa o comunismo, mas sim da Coca Cola. O vermelho antes a cor do comunismo, passa a representar o capitalismo, através de uma das marcas mais importantes dos Estados Unidos.
Na sua última reportagem Alex decide que dará um fim digno à República Democrática Alemã, ele pede para o primeiro alemão no espaço, o cosmonauta Segmund Jänh que agora é taxista encenar para ele um discurso:
“... Sabemos que nosso país não é perfeito, mas nossos ideais continuam inspirando pessoas no mundo todo. Podemos ter, às vezes, perdido de visto nossas metas, mas recuperamos nosso foco. O socialismo não visa o isolamento, mas sim ir até outras pessoas, conviver com outras pessoas. Na visa só sonhar com um mundo melhor, mas fazer acontecer. Portanto decidir abrir as fronteiras do nosso país”.
Assim Alex termina a sua “abertura”, de algum modo ele foi dando a notícia aos poucos para como a abertura pretendida por Gorbatchov. Ele faz uma interpretação subjetiva do que era o comunismo e assim constrói sua própria utopia.
[só foi um ctrl c + ctrl v, mas posso dizer que o Daniel é uma delicinha?]
Documentado e sacramentado por Mirele às 11:24 0 diretores frustrados se pronunciaram
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Minha vida sem mim
Aih, o Luke continha um Looosho (L). teenage mode off/
Documentado e sacramentado por Mirele às 18:55 0 diretores frustrados se pronunciaram
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Piaf
Piaf- La Môme (2007)
Oliver Dahan
Oscars 2008. Envergonhada admito que não vi quase nada [nem tão envergonhada assim, porque Oscar é balela e todo mundo sabe]. Vi apenas um, Piaf [e paramos por aqui porque o resto da tradução é muito brega]. Fui por dois motivos: adoro a Edith Piaf [duvida? olha ae meu last.fm], e adoro filmes franceses [duvida? vê os filmes de que eu já falei]. Bom, fui sozinha, numa bela tarde do ano passado, no Reserva Cultural [porque preguiça pouca é bobagem,praticamente só vou no cinema que fica instalado no prédio da minha faculdade].
O filme, é uma cinebiografia da cantora francesa, Edith Piaf [na realidade: Édith Giovanna Gassion, Piaf é passáro em francês, uma referência à sua voz poderosa, e ao seu tamanho ]. A história é contada de forma não linear , entrelaçando os momentos de sua vida com performances [Marion Coutillard, que interpretou Piaf e ganhou o Oscar não canta de fato as músicas. É tudo Piaf, isso porque os produtores acharam, com razão, que ninguém conseguiria interpretar as músicas com tamanho talento.]
A não-linearidade, nos leva cada vez a um momento diferente da vida de Edith, mas o resumão é esse: Edith, filha de uma mãe alcoolatra, é abandonada por esta e passa a cantar com seu pai [que era mágico], pelas ruas de Paris. Até ele ir para a guerra, quando Edith passa a morar com a avó paterna numa casa de carinho (é, num puteiro). Mais velha ela passa a cantar nas ruas denovo, até ser contrata por seu primeiro mentor, Louis Lepleé (Gerard Dipardieu) a quem chama de papai. Com a morte dele , ela volta às ruas, mas logo é re-descobrida, e encontra o sucesso. Mas não pense que o dramalhão acaba por aí. Edith, que nunca teve muita sorte no amor, se apaixona loucamente pelo boxerador casado Marcel, mas este morre num acidente de avião quando ia visitá-la em Nova York [sim, ela morou por lá uns tempos, mas nunca aprendeu a falar inglês.] Aliás, a cena em que Edith descobre que Marcel morreu é uma das mais poderosas do filme. Digo, "umas das" porque todas as cenas das performances de Piaf são lindas. Marion consegue passar a mesma paixão que Piaf passava no palco.
Preciso dizer, que esperei o filme todo para ouvir "Non,Je ne Regrette Rien". A música só chega no finzinho depois de vermos a cantora passar mal no palco algumas vezes, sua garra para voltar a cantar, seu vício e internação em clínica de reabilitação [ela tomava dez doses de morfina por dia]. Depois de tudo, parece que a vida da cantora se resume nessa frase: Non, je ne regrette rien (não me arrependo de nada.). Aliás, é o que ela mesma diz, quando ouve a música, composta por um soldado. A cena final é emocionante:
Tudo para se chegar ao fim, e perceber que:
"Non! Je ne regrette rien
Ni le bien qu'on m'a fait
Ni le mal tout ça m'est bien égal!"
Ou seja, "o mal ou o bem, pra mim são iguais". O importante é o grande legado que essa cantora deixou, e isso, ah! isso, o filme mostra muito bem!
Apresentação de Edith Piaf "Non, je ne regrette rien".
Marion Coutillard em Piaf.
Documentado e sacramentado por Mirele às 14:16 0 diretores frustrados se pronunciaram
