quarta-feira, 27 de agosto de 2008

A vida dos outros



Ok, vamos fazer uma checklist:

Oscar (check)
História que se passa nos anos comunistas da Alemanha Oriental (check)
Espionagem no melhor estilo 1984 (check)
Ator quarentão bonitão (check)
Escritor bonzinho querendo fazer uso de sua liberdade de expressão mas impedido pelo regime (check)
Escritor quase sendo descobrido algumas vezes (check)
Espião bonzinho com compaixão no coração (check)
Traição e sangue (check)
Final bonitin que faz os olhos encherem de lágrimas (check)
Clichês

I´m back, beibe

Esse blog esteve morto por mais de 2 meses, graças ao combo de correria do TCC + férias no interiorrrr + viagem (*-*) + estágio (\o/). Resolvi retomar com isso aqui, mas de uma forma diferente. Não dá mais pra fazer aqueles textos semi-longos de qualidade duvidosa, de hoje em diante trabalharemos assim: foto do filme + razões pra assistir.
Vou tentar postar aqui todos os dias, e vocês tentam entrar aqui eventualmente! \o/

;)

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Margot e o casamento










Margot at the wedding (2007) Noah Bymbach

Do mesmo diretor de "A lula e a baleia", que por sua vez foi produzido pelo genial Wes Anderson, diretor de filmes como "Os excêntricos Tennembauns ". Além dos figurões por tras do filme, temos: relações familiares bizarras à beira do caos, mulheres de personalidade forte e controladoras, ótima atuação da Nicole Kidman, complexo de Édipo, praia estilosa da costa leste americana, e o Jack Black!
Comédia de humor negro melhor não há!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

O escafrando e a borboleta




Le Scaphandre et le papillon
Julian Schnabel

Ando meio sumida, mas meu sumiço tem nome e sobrenome: Trabalho de Conclusão de Curso.
Sim, ele mesmo. Sabe tudo o que você já ouviu sobre ele? É bem pior!

Mas partindo para assuntos mais agradáveis, tá rolando um Festival de Cinema Francês no Reserva Cultural, e como eu acho ouvir alguém falar francês mais chique que caviar, resolvi ir assistir, também tem o fato deles passarem Canções de Amor, filme que eu toloca pra ver desde que não consegui ver na Mostra...

Ontem rolou a sessão de "O escafrando e a borboleta". Eu não sabia absolutamente nada sobre esse filme, apenas descofiava que ele tinha concorrido ao Oscar ou Globo de Ouro, na verdade foram 04 indicações ao Oscar, incluindo de Melhor Diretor (indicação muito mais que merecida), e assim fui surpreendida por um filme MARAVILHOSO, em caps lock mesmo.


Jean Dominique Bauby era o editor chefe da revista Elle Francesa, tinha dinheiro, mulheres, filhos lindos, carrão, até que um dia um derrame o leva ao coma, e quando acorda, é diagnosticado com a síndrome do lock-in (trancado dentro).

Je-Dom, para os íntimos, perde todos os seus movimentos, exceto o de um olho, e é com esse olho, e somente com ele, que consegue escrever o livro em que o filme foi baseado. Sim, é uma história real.

As primeiras cenas do filme acompanham o momento em que Jean desperta de seu coma, e todo o processo em que ele se acostuma com a sua atul condição. Só vemos o que Jean vê, imagens fora de foco, as piscadas, o som, a luz, tudo é filmado do ponto de vista de Jean, recém-acordado de um coma e imóvel em uma cama, sem entender o que acontece em sua volta, ele é incapaz de falar, mas nós somos capazes de ouvir seus pensamentos.

É angustiante ver as tentativas de comunicação de Jean, as pessoas que saem de foco, o som que se afasta, e a metáfora que ele faz do seu estado, um mergulhador imóvel e sozinho num mar imenso.

Ao passar do filme, vemos alguns flashbacks de Jean antes do acidente, e o progresso que o mesmo faz no hospital, como aprende a se comunicar (alguém fala o alfabeto para ele, e Jean piscava quando falavam a letra que ele queria, até formar palavras, sentenças, e um livro). O filme nos brinda com a incrível imaginação de Jean, segundo ele,a única coisa que lhe resta além de sua memória, em cenas ótimas como seu banquete de ostras, suas divagações sobre a solidão.

O incrível não é só a lição de vida que o filme passa, poxa, ele não podia mais se mexer e escreveu um livro! UM LIVRO! Escreveu um livro piscando, ele sobreviveu a ter que passar os dias consigo mesmo, sem poder se comunicar ou sentir nada, dependendo de todos, e não desistiu. E ainda assim, temos esperança de que ele vá melhorar, ao menos voltar a falar, pelo menos cantar ele consegue!
Então, eu recomendo esse filme por inúmeras e inúmeras razões, mas eu cito as mais importantes:

- Cenas lindas e inusitadas.
- O modo de filmagem, na maior parte do filme vemos o que um olho de Jean vê.
- Trilha sonora maravilhosa
- Direção IMPECÁVEL, um post a parte, eu diria. Repare na cena em que suturam o olho de Jean, parece estranho falando assim, mas reparem. Ângulos inusitados, e controle de camera maravilhoso.
- Atuação impecável.
- Metáforas fortes e lindas
- E uma cena, que eu levarei pra sempre comigo: - Jean acaba de receber seu carro novo, entra nele e sai por Paris, eis que entra o tem do filme "Os Incompreendidos", eis que eu quase choro e me arrepeio inteira, eis que eu vejo umas das cenas mais lindas de Paris que o cinema já mostrou.







Trailler do Filme.

Deu pra perceber que é bom, né? Então eu vou voltar ao meu TCC, e você faz o favor de ir assistir ao filme, okay?


sexta-feira, 9 de maio de 2008

Sonhado Acordado

Pôster de Science des reves *tudo é mais lindo em francês, né?*


- Mirele, tu viu que o novo filme do Gondry tem o Gael no elenco?
*Mirele - Gaelpegael parece estar offline*

Pois é, surtei. De vez em quando alguma alma iluminada resolve juntar um bocado de coisas muito legais num filme só. Foi o que aconteceu com Sonhando Acordado, que por implicância da escrevente com o Sindicato de Tradução vai passar o post todo chamando o filme de Science of Sleep.

O filme que teve a infeliz missão de proceder o excelente Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, trabalho anterior do diretor, tenho que concordar que Brilho Eterno realmente é superior. Mas as caracteristicas Gondryanas [existe isso? deveria.] estão presentes.
Aqui a memória é trocada pelos sonhos, a narrativa passa a ser linear, mas a qualquer momento você pode se deparar com uma cena de sonho que parece realidade que parece sonho
Ah, eu disse que se passa em Paris e é protagonizado por ninguém menos que Gael Garcia Bernal?

Gael interpreta Stéphane, rapaz que acaba de retornar do México após a morte do pai, para morar em Paris, onde reside sua mãe. Stéphane é o tipico sonhador, a primeira cena já se passa no subconsciente do personagem enquanto ele dá uma receita de sonhos pefeitos. Um belo dia parisiense Stéphane conhece Stéphanie [Charlotte Gainsbourg,não sabe quem é meu bem? joga no google e baixa o CD dela, do pai dela, da mãe dela...], sua nova vizinha. Por motivos desconhecidos por minha pessoa Stéphane não diz que é vizinho de Stéphanie, porém sua ela vira seu objeto de afeto e sonhos. Aqui entra o Gondry que eu conheço e amo, as cenas de sonho são maravilhosas, litruz e litruz de papéis celofanes formam os cenários bem no estilão Gondry de ser, aqui os efeitos especiais de Mente Brilhante ganham reforço de efeitos de "feito em casa", stop motion e tudo mais que o Gondry já usou em seus clipes. Lindo de ver.
Então Stéphane passa a construir o relacionamento deles no seu imaginário [bom e velho amor platônico], e não conseguindo muito bem distinguir o real do sonho acaba dificultando as coisas com a vizinha, mas nada que uma cena fofa ou uma declaração bem feita não possa resolver.

A trilha de Jean Michel Bernard é uma gracinha de meldels. e não se esqueçam, nesse filme tem o Gael vestido de gatinho tocando bateria! Precisa de mais???



Precisa, uma explicação de rudéreu é esse Gondry aí, bom ele dirigiu os clipes mais legais que existem, e adora uma animação computadorizada, e um stop motion, duvida??? Clica em qualquer um dos links pra ver.

Fell in love with a girl - White Stripes
The hardest buttom to buttom - White Stripes
Star Guitar - Chemical Brothers


quinta-feira, 17 de abril de 2008


Chegou o dia de falarmos dessa moça que está sentadinho no banquinho ali do lado. Ah, a Audrey? Sim, a Audrey! Audrey Hepburn ícone máximo de classe e glamour em Hollywood, brilhou como atriz de comédias românticas nos anos 50/60, e é de lá que vem seu filme mais famoso, e também o objeto de estudo desse post.
Bonequinha de Luxo foi lançado em 1961, baseado num livro hononimo de Truman Capote, a estrela principal do filme inicialmente recusou o papel, achando-o muito vulgar, mas voltou atrás e fez um dos filmes mais importantes da história de Hollywood.

A bonequinha de luxo em questão é a misteriosa Holly Golightly, e somos apresentadas à personagem na famosa cena em que ela toma café da manhã na frente da joalheria Tiffany´s [ lembra que o nome original é Breakfast at Tiffany´s?]. Ali está estampado o que o filme tem de mais legal: a sua atriz principal. O roteiro é legal? É. a Direção é boa? É. Mas, eu digo que qualquer outra pessoa não daria metade do brilho pra essa cena, e pro filme todo, como Audrey deu, o filme é dela e ninguém tasca. Lógico que contamos com atuações inspiradas dos coadjuvantes, da competente direção de Blake Edwards [sim, o mesmo da Pantera Cor de Rosa], e humor *oi, Blake*.




Chique benhê.

Mas o que encanta é Holly, com seus vestidos luxuosos, falando português, tomando champagne de manhã, fumando e fumando.
Mas e o que raios essa Holly faz? Holly é party girl [vou deixar assim mesmo, porque nem o filme deixa as coisas muito claras], que começa uma amizade com um "escritor" [daqueles que não escrevem nada há uns 10 anos, sabem?] que por sua vez é sustentado por uma coroa. Enquanto os dois vão se conhecendo, vemos as aventuras de Holly na procura de um marido milionário. Então os dois brigam, fazem as pazes, brigam, até o final, e bom, é uma comédia romântica, né? Então já sabem...
O mundo de Holly é construído não só sob seus figurinos impecáveis, mas principalmente sob suas peculariedades, eis uma moça que tem um gato chamado "Gato", um apartamento sem mobília, e ganha 50 reais quando está num encontro e vai ao banheiro. Holly é aquela moça*clichê alert* tem medo de amar. E quem melhor que ajudá-la do que o escritor probetão, gente boa e bonito de doer?


Moon River



Então, meu bem, pegue seus paetês e vá ver esse filme já! Se você achar a história bobinha, babelitruz nos figurinos, nas festas, e no fato de Dona Audrey estar chique daquele jeito após apenas 03 meses de ter dado luz a um rebento. oO












quinta-feira, 10 de abril de 2008

Juno


Demorei tanto pra ver esse filme, quanto demorei pra postar aqui denovo, faz quase um mês! [Mas não se preocupem, eu sei que sentem falta de mim, mas aprometi a mim mesma que postarei uma vez por semana, todas as quintas!]
Então, Juno! Ouvi falar muito de Juno antes de assistir, desde amigos, a crítica, todos os olhos estavam nesse filme, e quando eu finalmente assisti, eu pensei: É isso? Não que eu não tenha achado bom, mas talvez todo mundo tenha falado demais, ou eu estava empolgada demais, o que não é nenhuma novidade. Mas, pra quem não viu [tem alguém?]:
Juno trata da gravidez inesperada da espivitada adolescente de 16 anos Juno [!]. O que encanta nessa história, além da trilha sonora fofa de morrer, é como o assunto é tratado com sinceridade, desde a linguagem de Juno [talvez eles tenham exagerado um pouquinho nas gírias], até os sentimentos da menina, e dos em volta dela.
Porque vamos combinar? Não é fácil ter 16 anos, ser diferentona no colégio, e quando você decide experimentar algo novo, você transa com aquele seu amigo legal que te dá bola, e Bomba! Fica grávida. é assim a vida de Juno, que agora tem que lidar também com os futuros pais de seu filho [oO]: a preocupada Vanessa e modernoso Mark, coloca na equação uma crush no futuro papai do seu filho, uma ciumeira danada do pai real e uma família meio treslocada.
Mas Juno mantêm a compostura e consegue esperar pelo melhor! Aliás, ela não ia passar por tudo isso de graça, né? Ela lida com problemas "de gente grande", e confia que no fim tudo dará certo.




Verão mais gorda de Juno

Além da ótima protagonista, o filme conta com momentos muito inspirados: O desabafo com o pai de seu filho, Bleeker: "Você não tem que ficar andando por aí com a prova de que dormiu com alguém", ou o novo apelido do pai: "Oi, versão mais gorda da Juno", ou o montão de Tic Tacs no correio, ou....


Okay, o filme é fofo, e o Michael Cerra também, perfeito pra um domingo.
Agora vou terminar de baixar Arrested Development [série com Michael Cerra, aka, Bleeker e Jason Bateman, aka, Mark]: Baixa a série aqui!


Elenco de Arrested Development: Família feliz reunida!


ps: Vi Tropa de Elite tbm: Overrated!