segunda-feira, 17 de maio de 2010

Experimental. part I

By Stan Brakhage

Resolvi ressucitar esse blog para fazer uma série de posts sobre Cinema Experimental.
Esse ano eu tenho um módulo sobre o assunto, e posso dizer que estou maravilhada.
Cinema Experimental, também conhecido como Avant-Guard ou Underground ( o último erroneamente, na minha opinião) é um novo mundo, me sinto como uma criança numa loja de doces descobrindo novos sabores a cada dia. E mais que isso, uma nova forma de se pensar em cinema, no que um dia será o 'meu' cinema.
Confesso que eu ainda não vi/li tudo o que quero sobre o assunto, mas eu já posso arristar tentar explicar. Pretendo escrever um pouco sobre História de Cinema Experimental e indicar os cineastas e filmes mais importantes de cada período, dizer quais são minhas maiores influências nesse tipo de cinema, e sobre como o Cinema Experimental pode ser usado no Cinema Narrativo. Não esperem um trabalho acadêmico, esses pots serão uma forma de eu organizar o assunto que aprendi no semestre, como uma revisão. O post de hoje é apenas uma pequena introdução, e eu editarei durante a semana.



Mas o que raios é isso?
Cinema Experimental não é só cinema surrealista, mas também dadaísta, abstrato, performático, video arte ou instalação. Tem como tradição criticar ou questionar convenções, tanto narrativas quanto estilísticas. Noções de tempo e espaço são desafiadas, assim como a edição que é alvo de muitas obras experimentais. Mas o que junta todos os tipos de filme experimentais num só é a vontade de rejeitar o cinema 'mainstream', as convenções hollywoodianas. De certa forma, também é um cinema mais acessível, não intelectualmente, mas para os cineastas, já que o seu sistema, normalmente, produz filmes razoavelmente baratos.

Um pouco de história
Cinema Experimental começou como Cinema de Vanguarda nos anos 20 na Europa, principalmente França, nessa época, quem fazia esse tipo de filme eram artistas: pintores como Dalí, poetas como Cocteau. Esses artistas trouxeram traços de outros movimentos vanguardistas como surrealismo, dadaísmo e expressionismo.

Filme do período
O filme mais famoso dessa época, e conhecido como 'pai' do cinema surrealista, é o clássico'Un Chien andalou' do pintor Salvador Dalí e do cineasta Luis Buñuel. de 1929 O filme, como qualquer projeto experimental, não conta com uma narrativa linear e apresenta imagens 'de sonhos'. Dizem que os diretores fizeram um pacto em não incluir nada que fizesse sentido no filme, eles queriam usar imagens vindas do sub-consciente, já que toda essa primeira leva de artistas do cinema experimental eram muito influenciados pelas recentes descobertas de Freud. A falta de coerência do filme é apresentada na íconica cena em que um olho ( não se preocupem, era um olho de vaca) é cortado com uma navalha. Ali, a realidade é jogada pra fora da janela.

Ai, como dói.

Buñuel e Dalí se juntaram mais uma vez em 1930 e fizeram o L'Age D'or.


Referências
Eu confesso. Peguei um pouco dessas informações do guia do meu curso e do livro "A history of experimental film and video'' A.L.Rees. preguicinha de ver o título em portugês. :(

terça-feira, 17 de novembro de 2009

a volta dos que não foram

Pois é, pessoas. se alguém ai estiver contando, vamos lá, eu sei que vocês tão, esse renomado bog está quaaase completando 02 aninhos. E vamos voltar no passado e ver o que aconteceu nesses dois aninhhos, pega na minha mão e vem.
Eu fiz o blog, eu postei aqui, eu consegui um emprego, eu fiz meu tcc, eu me formei, eu postei mais uma vez aqui, eu continuei no meu emprego, eu pedi as contas, eu fiz as malas, eu me mudei pra inglaterra, eu to estudando cinema. Epa, cinema. Onde eu já li isso antes? é, aqui.
então, eu resolvi voltar com isso aqui, só pelo lado acadêmico da coisa.
Então, vou voltar a ver mais filminhos pra postar aqui e assim que os meus estiverem prontos eu posto aqui também.

E deixo vcs com um curta bacanérrimo: http://www.youtube.com/watch?v=07Pg20CHYs4

ok, euri.

domingo, 19 de abril de 2009

Vivendo e aprendendo


Feriadão, nada pra fazer além de ver filmes, fotografar e dedilhar notas no violão.
Corri na única locadora da cidade, que vai fechar BTW, e peguei uns filmilhos.

Primeiro, eu vi "Eu sou a lenda". E olha só, eu gostei.
Eu aluguei esse filme, pois me disseram queeu veria muitas cenas de Nova York, então tudo o que eu queria era ver Nova York (é, eu sou um pouco obcecada pela Big Apple). E esse mérito o filme tem, a cidade está lá, um pouco diferente, quase sem nenhum charme: Park Avenue, Central Park, Washington Square, Times Square, tudo calmo sem a balbúrdia habitual. Sim, o filme é bom, os efeitos especiais são fodas, Will Smith tem carisma, mas só recomendo por Nova York mesmo, ainda me deixou pensando em como seria ter a cidade mais "viva" e legal do mundo só pra mim.

O outro filme que eu vi atende em terras brasilis pelo nome "Vivendo e Aprendendo", não que o tírulo original seja mais digno: "Smart People".

"Vivendo e aprendendo" é mais uma daquelas comédias metidinhas a diferentes e cults, você saberia isso só pelo elenco: Ellen Page (Juno), Dennis Quaid, Tomas Haiden Church (Wings, brinks, Sideways) e Sarah Jessica Parker (Carrie, amor eterno).
Ok, você já sabe o que esperar, vários personagens bizarros vão juntos formar uma história bizarra com tom extremamente melancólico, certo? Certo!
Professor cinquentão, exigente e odiado pelos alunos (Quaid) se envolve com uma médica um pouco paranóica (Sarah) e ainda tem que lidar com a filha nerd-republicana-robô-odiosa (Juno) e seu irmão quarentão sem futuro (Haiden). Mas o que há de novo aqui?
Nada. Vale pra ver uma atuação honesta de Sarah, aqui ela é deprimida, tem algumas rugas e pouco glamour, muito diferente do seu alter ego habitual Carrie"amoreterno" Bradshaw.
O filme tem toda uma moral de que quem acha que sabe tudo na verdade não sabe nada, e que só se aprende vivendo e dando a cara, tudo muito bonitinho, mas simplesmente não cola. Se for pra ver algo nessa linha prefira "Correndo com Tesouras" ou o "Casamento de Margot".

sábado, 14 de março de 2009

A primeira noite de um homem


A primeira noite de um homem é um dos clássicos dos anos 60, e é estrelado por um Dustin Hoffaman novinho, gatinho e irreconhecível e narra os dias de formado de um entediado Benjamim Broddock.
Eu já tinha visto esse filme, láááááá no primeiro ano de faculdade, e hoje ( apenas 03 meses após terminar a temida faculdade) eu resolvi assistir "O graduado" de novo ( otítulo original, muito mais justo, é The Graduated).
Ben já nos mostra toda sua felicidade e alegria de ter se formado em sua primeira cena, ele anda pelo aeroporto de LA ao som de "Sound of Silence" de Simon & Garfunkel. Aí, que quando eu vi o filme pela primeira vez eu não entendi qualé de tanto tédio. Aí, que agora eu entendo.
Senhores, não é nada fácil ter 22 aninhos (meu caso) ou míseros recém completos 21 no dele, se formar e terminar aqueles que sempre fomos ensinados que eram os melhores anos de nossa vida, ter que encarar que a vida boa acabou e que a real começa, e me entenda bem, não tem volta, amorzinho, e ainda por cima ter um montão de gente esperando um montão de coisa de você, tiops, pra ontem. Ok, isso não aconteceu bem assim comigo, tenho que escrever antes que papai um dia leia isso e fique chateado. Mas acontece com Ben.
Eu acho que toda a pressão que Ben sofre é belamente retratado na cena da festa, o diretor abusa do primeiríssimo plano e corre com a câmera atrás de Ben, é obvio que a atenção está toda em cima dele, e que isso sufoca o menino imensamente.
No meio disso tudo ele reencontra sua vizinha Sr. Robinson, amiga de seus pais, ela que de boa não tem nada, percebe a vulnerabilidade do menino e isso isso pra iniciar um affair com ele. Ben que de bobo tem um bocado, aceita.
O telespectador passa a achar que esse affair irá ao menos animar Ben, mas não é o que vemos na incrível edição que o diretor cria, Ben continua estático, imóvel e não é possível saber se eles passa os dias com a amante ou vagabundeando na piscina dos pais, mas isso não faz diferença mesmo, a inquietação continua presente no rapaz.
Até que a personagem Elaine entra na trama, filha de Sra. Robinson ela logo capta a atenção de Ben que faz de tudo para conquistar a moça. E não é que ele consegue?
Mas a cena final nos inqueita mais ainda, Ben e Elaine estão no ônibus após fugirem da igreja ( uma das melhores cenas que já vi, Ben usa uma cruz pra bater nos convidados e fugir com a noiva), assim que eles entram no ônibus esperamos beijos e amassos, mas não é bem isso que acontece. Ben volta ao seu antigo "eu", é uma cena angustiante, pois esperamos um sorriso, algo que mostre que Ben agora é feliz, mas isso não acontece.

É, pequeno Ben, você pode traçar a Sra. Robinson e sua filha no mesmo mês, mas isso não vai mudar o fato de que agora você é adulto, e tudo mais que isso implica.

Ai, me deprimi agora, dá licença que eu vou ler o gibi da Mônica.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A música tema dos Incompreendidos

Vergonha na cara ? Sim, trabalhamos. Por isso, resolvi pegar a minha e vir postar alguma coisa aqui, continuo tentando manter minha média de um post por mês, olha só que maravilha.
Então, o post de hoje será algo realmente inovador. Não falarei de nenhum filme, mas de um videozinho mágico que eu encontrei no Youtube, me atrevo dizer que foi o vídeo mais bacana que já achei por lá.

O vídeo é esse aqui, vai ter que clicar no link mesmo que o dono ficou miguelando mixaria e não deixou incorporar ele.

Aí, estão três trechos de três filmes, já falei de todos eles por aqui: Os incompreendidos, O Escafrando e a Borboleta, e Os Sonhadores.
Agora, porque um videozinho que não tem nada de inovador, só trechos de filmes deveria ganhar um post? Primeiro, são três filmes incríveis, mas todos eles tem uma coisa em comum, uma cena em comum.
O nome do vídeozinho é Os incompreendidos e seus seguidores, ele começa com a cena inical de Os Imcompreendidos, já falei sobre ela aqui, mas eu falo mais. Pra mim é a melhor abertura de filme ever, eu não consigo descrever como aquelas cenasde Paris, em preto em branco mesmo e aquela música [que até hoje eu não sei o nome] consegue me emocionar.
Tá, eu escrevi, escrevi e não expliquei nada. Acontece que a música tema de Os Incompreendidos aparece também no filme Os Sonhadores, nada mais justo já que esse filme é uma grande homenagem ao cinema e ao Truffaut também, quem reparou bem, viu que o Truffaut, ele mesmo, aparece nas filmagens da cinemateca, e a música se repete em O escafrando e a borboleta. E é nesse filme que é feita a mais linda homenagem que já vi ao Truffaut e à Paris também. A música acompanha a cena em que Jean Dominique passeia de carro por Paris antes do coma. Eu me lembro que ver aquilo no cinema e ficar com a boca aberta.
Então é isso, quem quiser ver lindas imagens de Paris seguida por uma música tema maravilhosa, vê esse videozinho aí.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Rei do Elogio

Apareci para fazer meu post mensal, eu até já fiz um esse mês, mas estava sentindo falta dos meus textos duvidosos.
Como não é só de cinema que vive o homem, eu resolvi postar sobre outra coisa. Não, não falarei de Susana Vieira nem de Madonna. Escreverei sobre aquela outra coisinha que ocupa a maior parte do meu dia, aka, minha profissão.
Pros mais desinformados, eu me formei! Já posso ticar o quadradinho de grau superior completo, e deixar a lenga lenga de ser estudante para traz, agora eu sou publicitária.\o/
PUBLICITÁRIA de primeira, não é Silvia?

Então que uma parte bacana de ser publicitária é ver uma campanha legal dar certo, e nos cativar. E é isso que tem acontecido com a acampanha do Rei do Elogio da Sprite que vem para reforçar o posicionamento " Zero Açúcar, Zero de Enganação" do refirgerante.

Basicamente, o que temos é um personagem, o Rei do Elogio, que adora elogiar tudo e a todos com seus adjetivos no mínimo peculiares. Eu juro que tentei escrever uns aqui, mas tal habilidade não é para todos.

Mas dá pra ouvir e ler os elogios estrogonoficamnete invejáveis no site do Rei do Elogio, onde ele fala, fala, fala, fala e fala um pouco mais no mais kitschs dos recintos.Dá pra baixar os toques de celular, wallpaper e emoticon. Já imaginou ser acordada com alguém falando " Um dia rocambolesco para a menina mais charmosética."
O moço ainda tem um twitter, que eu sigo e recomendo, fico animada toda vez que a janelinha do Firefox sobe com uma mensagem dele, e anoto os elogios novos pra tentar pegar gatinhos na balada depois.

Juro que ninguém vai se arrepender em entrar lá no site, aliás onde mais você encontraria três flamingos rosa looooosho??? na minha casa em Miami, mas isso é outra história.


Continua sendo Acossado a Zelig, então:
- CORRAO ver Vicky Cristina Barcelona. Um dos melhores trabalhos do Wood
y, my master.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Control

Só vi dois míseros filmes nessa Mostra de Cinema, os dois sobre bandas, os dois no vão do MASP. Os dois me fizeram ouvir loucamente as bandas em questão. E eu recomendo ambos os filmes ( e bandas ) fortemente.

Control


Cine biografia de Ian Curtis, vocalista de Joy Division.
She´s lost control tem que ser uma das melhores músicas do mundo.


O outro fica pra outro dia.


quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Taxi Driver


Taxi Driver - Martin Scorsese


É incrível como a sociedade contemporânea é obcecada pelos anti-heróis. A literatura, tv e cinema estão povoadas deles, que são imorais, arrogantes, malvados, mas ninguém pode negar que todos têm seu charme.
O cinema dos anos 70 produziu os anti heróis mais memoráveis da história, como o inglesinho fã de ultra violência (fica pra outro post) e um americano revoltado. Hoje a gente fala do americano, Travis Bickle, retratado com perfeição por Robert De Niro em Taxi Driver.

Travis é um cara do interior que decide ganhar a vida em Nova York, e acaba virando taxista, no turno da noite, na Nova York dos anos 70. reflitaok.
É lá que ele convive com gente da pior espécie, "refina" seus conhecimentos sobre a raça humana, e decide tomar justiça com as próprias mãos. Saí em diante, ele dedica seus dias a se preparar para o dia em que irá limpar Nova York de toda a sua sujeira e suas noites a transitar pelos piores becos da cidade.
Vitima do sistema, louco, fruto do ambiente, pode chamar do que quiser, mas Travis não é o primeiro nem o último a sucumbir diante de toda a pressão da cidade grande e sair de tudo isso impune. [ insira aqui sua opinião sobre o final polêmico porque cada um tem a sua e eu nem quero comprar briga com as pessoas que caem aqui procurando fotos do filme Adeus, Lênin].

Um filme magistralmente dirigido por Scorsese, com a presença da menina Jodie Foster e com trilha sonora de Bernard Herrmann, colaborador de Hitchcok.
Mas nada disso teria sentido sem a brilhante atuação de DeNiro:


sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O melhor trailler de todos os tempos, para o único filme de suspense que eu acho realmente bom.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Os Incompreendidos


Le quatre cents coups - François Truffaut (1959)


Já que eu estava falando de Paris mesmo, vamos continuar no assunto e partir pra um
dos meus filmes favoritos: Os Incompreendidos, obra-prima do Truffaut, my master.
Algumas coisas sobre esse filme: é considerado o primeiro filme do movimento francês
Nouvelle Vague (sabe aquele do Godard? Godard da música do Renato Russo, ah! vocês entenderam) e é também o primeiro filme do Truffaut, aka, stalker do Hitchcock, mas isso fica pra outro post. O filme é autobiográfico e faz parte de uma coletâna de filmes sobre o mesmo personagem: Antoine Doinel. Os filmes acompanham Doinel desde os 10 anos até o último filme: Amor em fuga ( L´amour en fuite), onde eu calculo que ele tenha seus 30 e poucos anos.

Antoine Doinel é odiado por sua mãe, desprezado por seu padastro e castigado por seu professor, ou seja, tá na merda, resolve morar nas ruas de Paris até conseguir abrigo com um amigo, mas acaba parando num reformatório.

A história em si não é o que mais atrai nesse filme, mas sim a forma como ela é contada. Na Nouvelle Vague o que importa é a realidade e que ela seja retratada de
uma forma correta, a mala do André Bazin até escreveu umas "leis". Então, o tempo morto não é cortado, como a primeira cena na escola, e cenas aparentemente sem importância estão lá, por que afinal no mundo real é assim.



Cena de abertura de " Le 400 coups". Música tema MARAVILHOSA, em Caps Lock mesmo!


As criances fogem da educação física em qualquer país.

domingo, 7 de setembro de 2008

Paris, eu te amo

Paris, je t´aime (2006) - vários
Enlouquecida por Paris que eu sou, já assisti a esse filme milhares de vezes, trata-se de uma compilação com 20 curtas sobre a cidade luz.Os curtas contam com a direção de nomes como Gus Van Sant, Cuáron, Wes Craven e Walter Salles.
Como eu sou uma alma caridosa, colocarei os melhores vídeos aqui:


Faubourg Saint-Denis de Tom Tykwer
Curta com Natalie Portman, retrato tocante de uma relação.


Tour Eiffel - Silvia Chomet
Mímicos podem ser legais.


Agora alugue o DVD que tem muitos outros que o YouTube não me permitiu achar.

Mais Paris


Clipe do grupo Snow Patrol para a música Open Your eyes, essa filmagem foi feita por Claude Lelouch em 1976 e faz parte do filme C´etait um rendez-vous. O passeio começao as margens do Sena e termina ao lado da Sacre Coeur em Montmartre. *-*

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Annie Hall

Eu poderia fazer um texto gigantesco sobre esse filme, mas eu vou deixar o Woody falar por mim. Com vocês a melhor abertura de um filme:

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Na natureza selvagem


Into the Wild (2007) - Sean Penn

Direção competente de Sean Penn, não conhecia muito do trabalho dele, só o curta que representou os Estados Unidos na compilação 11/09.
Atuação ótima de Emile Hirsch tenho crush eterna e quero me casar , paisagens lindas, tomadas maravilhosas, ótimos personagens secundários e trilha sonora todinha feita pelo Eddie Vedder. *-*
A história? Menino decide largar tudo e ir atrás da Natureza Selvagem, queima dinheiro, larga o carro,não dá sinal de vida pra família e passa por lugares inacreditáveis, acampa onde dá, e pede carona até chegar ao Alasca, onde vive três meses no meio do nada, sua única compania são ursos e o ônibus aí da foto. Baseado numa história real, tem fim emocionante e um personagem principal bem construído como nunca antes tinha visto!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

A vida dos outros



Ok, vamos fazer uma checklist:

Oscar (check)
História que se passa nos anos comunistas da Alemanha Oriental (check)
Espionagem no melhor estilo 1984 (check)
Ator quarentão bonitão (check)
Escritor bonzinho querendo fazer uso de sua liberdade de expressão mas impedido pelo regime (check)
Escritor quase sendo descobrido algumas vezes (check)
Espião bonzinho com compaixão no coração (check)
Traição e sangue (check)
Final bonitin que faz os olhos encherem de lágrimas (check)
Clichês

I´m back, beibe

Esse blog esteve morto por mais de 2 meses, graças ao combo de correria do TCC + férias no interiorrrr + viagem (*-*) + estágio (\o/). Resolvi retomar com isso aqui, mas de uma forma diferente. Não dá mais pra fazer aqueles textos semi-longos de qualidade duvidosa, de hoje em diante trabalharemos assim: foto do filme + razões pra assistir.
Vou tentar postar aqui todos os dias, e vocês tentam entrar aqui eventualmente! \o/

;)

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Margot e o casamento










Margot at the wedding (2007) Noah Bymbach

Do mesmo diretor de "A lula e a baleia", que por sua vez foi produzido pelo genial Wes Anderson, diretor de filmes como "Os excêntricos Tennembauns ". Além dos figurões por tras do filme, temos: relações familiares bizarras à beira do caos, mulheres de personalidade forte e controladoras, ótima atuação da Nicole Kidman, complexo de Édipo, praia estilosa da costa leste americana, e o Jack Black!
Comédia de humor negro melhor não há!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

O escafrando e a borboleta




Le Scaphandre et le papillon
Julian Schnabel

Ando meio sumida, mas meu sumiço tem nome e sobrenome: Trabalho de Conclusão de Curso.
Sim, ele mesmo. Sabe tudo o que você já ouviu sobre ele? É bem pior!

Mas partindo para assuntos mais agradáveis, tá rolando um Festival de Cinema Francês no Reserva Cultural, e como eu acho ouvir alguém falar francês mais chique que caviar, resolvi ir assistir, também tem o fato deles passarem Canções de Amor, filme que eu toloca pra ver desde que não consegui ver na Mostra...

Ontem rolou a sessão de "O escafrando e a borboleta". Eu não sabia absolutamente nada sobre esse filme, apenas descofiava que ele tinha concorrido ao Oscar ou Globo de Ouro, na verdade foram 04 indicações ao Oscar, incluindo de Melhor Diretor (indicação muito mais que merecida), e assim fui surpreendida por um filme MARAVILHOSO, em caps lock mesmo.


Jean Dominique Bauby era o editor chefe da revista Elle Francesa, tinha dinheiro, mulheres, filhos lindos, carrão, até que um dia um derrame o leva ao coma, e quando acorda, é diagnosticado com a síndrome do lock-in (trancado dentro).

Je-Dom, para os íntimos, perde todos os seus movimentos, exceto o de um olho, e é com esse olho, e somente com ele, que consegue escrever o livro em que o filme foi baseado. Sim, é uma história real.

As primeiras cenas do filme acompanham o momento em que Jean desperta de seu coma, e todo o processo em que ele se acostuma com a sua atul condição. Só vemos o que Jean vê, imagens fora de foco, as piscadas, o som, a luz, tudo é filmado do ponto de vista de Jean, recém-acordado de um coma e imóvel em uma cama, sem entender o que acontece em sua volta, ele é incapaz de falar, mas nós somos capazes de ouvir seus pensamentos.

É angustiante ver as tentativas de comunicação de Jean, as pessoas que saem de foco, o som que se afasta, e a metáfora que ele faz do seu estado, um mergulhador imóvel e sozinho num mar imenso.

Ao passar do filme, vemos alguns flashbacks de Jean antes do acidente, e o progresso que o mesmo faz no hospital, como aprende a se comunicar (alguém fala o alfabeto para ele, e Jean piscava quando falavam a letra que ele queria, até formar palavras, sentenças, e um livro). O filme nos brinda com a incrível imaginação de Jean, segundo ele,a única coisa que lhe resta além de sua memória, em cenas ótimas como seu banquete de ostras, suas divagações sobre a solidão.

O incrível não é só a lição de vida que o filme passa, poxa, ele não podia mais se mexer e escreveu um livro! UM LIVRO! Escreveu um livro piscando, ele sobreviveu a ter que passar os dias consigo mesmo, sem poder se comunicar ou sentir nada, dependendo de todos, e não desistiu. E ainda assim, temos esperança de que ele vá melhorar, ao menos voltar a falar, pelo menos cantar ele consegue!
Então, eu recomendo esse filme por inúmeras e inúmeras razões, mas eu cito as mais importantes:

- Cenas lindas e inusitadas.
- O modo de filmagem, na maior parte do filme vemos o que um olho de Jean vê.
- Trilha sonora maravilhosa
- Direção IMPECÁVEL, um post a parte, eu diria. Repare na cena em que suturam o olho de Jean, parece estranho falando assim, mas reparem. Ângulos inusitados, e controle de camera maravilhoso.
- Atuação impecável.
- Metáforas fortes e lindas
- E uma cena, que eu levarei pra sempre comigo: - Jean acaba de receber seu carro novo, entra nele e sai por Paris, eis que entra o tem do filme "Os Incompreendidos", eis que eu quase choro e me arrepeio inteira, eis que eu vejo umas das cenas mais lindas de Paris que o cinema já mostrou.







Trailler do Filme.

Deu pra perceber que é bom, né? Então eu vou voltar ao meu TCC, e você faz o favor de ir assistir ao filme, okay?


sexta-feira, 9 de maio de 2008

Sonhado Acordado

Pôster de Science des reves *tudo é mais lindo em francês, né?*


- Mirele, tu viu que o novo filme do Gondry tem o Gael no elenco?
*Mirele - Gaelpegael parece estar offline*

Pois é, surtei. De vez em quando alguma alma iluminada resolve juntar um bocado de coisas muito legais num filme só. Foi o que aconteceu com Sonhando Acordado, que por implicância da escrevente com o Sindicato de Tradução vai passar o post todo chamando o filme de Science of Sleep.

O filme que teve a infeliz missão de proceder o excelente Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, trabalho anterior do diretor, tenho que concordar que Brilho Eterno realmente é superior. Mas as caracteristicas Gondryanas [existe isso? deveria.] estão presentes.
Aqui a memória é trocada pelos sonhos, a narrativa passa a ser linear, mas a qualquer momento você pode se deparar com uma cena de sonho que parece realidade que parece sonho
Ah, eu disse que se passa em Paris e é protagonizado por ninguém menos que Gael Garcia Bernal?

Gael interpreta Stéphane, rapaz que acaba de retornar do México após a morte do pai, para morar em Paris, onde reside sua mãe. Stéphane é o tipico sonhador, a primeira cena já se passa no subconsciente do personagem enquanto ele dá uma receita de sonhos pefeitos. Um belo dia parisiense Stéphane conhece Stéphanie [Charlotte Gainsbourg,não sabe quem é meu bem? joga no google e baixa o CD dela, do pai dela, da mãe dela...], sua nova vizinha. Por motivos desconhecidos por minha pessoa Stéphane não diz que é vizinho de Stéphanie, porém sua ela vira seu objeto de afeto e sonhos. Aqui entra o Gondry que eu conheço e amo, as cenas de sonho são maravilhosas, litruz e litruz de papéis celofanes formam os cenários bem no estilão Gondry de ser, aqui os efeitos especiais de Mente Brilhante ganham reforço de efeitos de "feito em casa", stop motion e tudo mais que o Gondry já usou em seus clipes. Lindo de ver.
Então Stéphane passa a construir o relacionamento deles no seu imaginário [bom e velho amor platônico], e não conseguindo muito bem distinguir o real do sonho acaba dificultando as coisas com a vizinha, mas nada que uma cena fofa ou uma declaração bem feita não possa resolver.

A trilha de Jean Michel Bernard é uma gracinha de meldels. e não se esqueçam, nesse filme tem o Gael vestido de gatinho tocando bateria! Precisa de mais???



Precisa, uma explicação de rudéreu é esse Gondry aí, bom ele dirigiu os clipes mais legais que existem, e adora uma animação computadorizada, e um stop motion, duvida??? Clica em qualquer um dos links pra ver.

Fell in love with a girl - White Stripes
The hardest buttom to buttom - White Stripes
Star Guitar - Chemical Brothers


quinta-feira, 17 de abril de 2008


Chegou o dia de falarmos dessa moça que está sentadinho no banquinho ali do lado. Ah, a Audrey? Sim, a Audrey! Audrey Hepburn ícone máximo de classe e glamour em Hollywood, brilhou como atriz de comédias românticas nos anos 50/60, e é de lá que vem seu filme mais famoso, e também o objeto de estudo desse post.
Bonequinha de Luxo foi lançado em 1961, baseado num livro hononimo de Truman Capote, a estrela principal do filme inicialmente recusou o papel, achando-o muito vulgar, mas voltou atrás e fez um dos filmes mais importantes da história de Hollywood.

A bonequinha de luxo em questão é a misteriosa Holly Golightly, e somos apresentadas à personagem na famosa cena em que ela toma café da manhã na frente da joalheria Tiffany´s [ lembra que o nome original é Breakfast at Tiffany´s?]. Ali está estampado o que o filme tem de mais legal: a sua atriz principal. O roteiro é legal? É. a Direção é boa? É. Mas, eu digo que qualquer outra pessoa não daria metade do brilho pra essa cena, e pro filme todo, como Audrey deu, o filme é dela e ninguém tasca. Lógico que contamos com atuações inspiradas dos coadjuvantes, da competente direção de Blake Edwards [sim, o mesmo da Pantera Cor de Rosa], e humor *oi, Blake*.




Chique benhê.

Mas o que encanta é Holly, com seus vestidos luxuosos, falando português, tomando champagne de manhã, fumando e fumando.
Mas e o que raios essa Holly faz? Holly é party girl [vou deixar assim mesmo, porque nem o filme deixa as coisas muito claras], que começa uma amizade com um "escritor" [daqueles que não escrevem nada há uns 10 anos, sabem?] que por sua vez é sustentado por uma coroa. Enquanto os dois vão se conhecendo, vemos as aventuras de Holly na procura de um marido milionário. Então os dois brigam, fazem as pazes, brigam, até o final, e bom, é uma comédia romântica, né? Então já sabem...
O mundo de Holly é construído não só sob seus figurinos impecáveis, mas principalmente sob suas peculariedades, eis uma moça que tem um gato chamado "Gato", um apartamento sem mobília, e ganha 50 reais quando está num encontro e vai ao banheiro. Holly é aquela moça*clichê alert* tem medo de amar. E quem melhor que ajudá-la do que o escritor probetão, gente boa e bonito de doer?


Moon River



Então, meu bem, pegue seus paetês e vá ver esse filme já! Se você achar a história bobinha, babelitruz nos figurinos, nas festas, e no fato de Dona Audrey estar chique daquele jeito após apenas 03 meses de ter dado luz a um rebento. oO












quinta-feira, 10 de abril de 2008

Juno


Demorei tanto pra ver esse filme, quanto demorei pra postar aqui denovo, faz quase um mês! [Mas não se preocupem, eu sei que sentem falta de mim, mas aprometi a mim mesma que postarei uma vez por semana, todas as quintas!]
Então, Juno! Ouvi falar muito de Juno antes de assistir, desde amigos, a crítica, todos os olhos estavam nesse filme, e quando eu finalmente assisti, eu pensei: É isso? Não que eu não tenha achado bom, mas talvez todo mundo tenha falado demais, ou eu estava empolgada demais, o que não é nenhuma novidade. Mas, pra quem não viu [tem alguém?]:
Juno trata da gravidez inesperada da espivitada adolescente de 16 anos Juno [!]. O que encanta nessa história, além da trilha sonora fofa de morrer, é como o assunto é tratado com sinceridade, desde a linguagem de Juno [talvez eles tenham exagerado um pouquinho nas gírias], até os sentimentos da menina, e dos em volta dela.
Porque vamos combinar? Não é fácil ter 16 anos, ser diferentona no colégio, e quando você decide experimentar algo novo, você transa com aquele seu amigo legal que te dá bola, e Bomba! Fica grávida. é assim a vida de Juno, que agora tem que lidar também com os futuros pais de seu filho [oO]: a preocupada Vanessa e modernoso Mark, coloca na equação uma crush no futuro papai do seu filho, uma ciumeira danada do pai real e uma família meio treslocada.
Mas Juno mantêm a compostura e consegue esperar pelo melhor! Aliás, ela não ia passar por tudo isso de graça, né? Ela lida com problemas "de gente grande", e confia que no fim tudo dará certo.




Verão mais gorda de Juno

Além da ótima protagonista, o filme conta com momentos muito inspirados: O desabafo com o pai de seu filho, Bleeker: "Você não tem que ficar andando por aí com a prova de que dormiu com alguém", ou o novo apelido do pai: "Oi, versão mais gorda da Juno", ou o montão de Tic Tacs no correio, ou....


Okay, o filme é fofo, e o Michael Cerra também, perfeito pra um domingo.
Agora vou terminar de baixar Arrested Development [série com Michael Cerra, aka, Bleeker e Jason Bateman, aka, Mark]: Baixa a série aqui!


Elenco de Arrested Development: Família feliz reunida!


ps: Vi Tropa de Elite tbm: Overrated!